Segunda-feira, 13 de Julho de 2020

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Polícia Operação Faraó combate estelionato e lavagem de dinheiro no Vale do Paranhana

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As diligências foram realizadas em Porto Alegre, Taquara, Rolante, Igrejinha e Santo Antônio da Patrulha

Foto: Polícia Civil/Divulgação
As diligências foram realizadas em Porto Alegre, Taquara, Rolante, Igrejinha e Santo Antônio da Patrulha. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (05), a Operação Faraó para combater os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro no Vale do Paranhana. As diligências foram realizadas em Porto Alegre, Taquara, Rolante, Igrejinha e Santo Antônio da Patrulha.

Conforme o delegado Ivanir Luiz Moschen Caliari, o alvo da ação foi uma organização criminosa destinada à compra de imóveis envolvendo valores em dinheiro investidos pelas vítimas com a promessa de repasse de lucro decorrente de negociação futura – quantias que após um determinado período não eram mais devolvidas, pois a compra e venda dos imóveis nunca existiu.

“Os criminosos alegavam possuir estreita relação com uma grande empresa de consórcios do Estado, chegando a pagar atores para se fazerem passar por funcionários de tais empresas no intuito de ludibriar os investidores, sempre atraídos com promessa de lucro elevado que seria dividido em um segundo momento”, disse o delegado.

Em alguns casos, as vítimas – grande parte empresas – recebiam, nas duas ou três primeiras transações, valores decorrentes das negociações alegadas, mas, após depositarem confiança nos fraudadores, acabavam reinvestindo o lucro anterior e mais dinheiro nas operações seguintes, quando, então, não mais recebiam de volta seus investimentos.

“Acredita-se que mais de cem vítimas tenham caído no golpe em todo o Vale do Paranhana, ocasionando obtenção de vantagem indevida que atingiu mais de 25 milhões de reais. Ao longo das investigações, a Polícia Civil identificou 15 suspeitos de participarem do grupo criminoso, tendo sido possível apontar veículos e imóveis avaliados, juntos, em mais de 10 milhões de reais, patrimônio possivelmente adquirido pelos investigados com o dinheiro obtido ilicitamente, bens os quais passam agora à disposição da Justiça”, completou Caliari.

Os dois principais articuladores do esquema foram presos preventivamente em Taquara e Porto Alegre. Outras duas pessoas foram detidas por posse de entorpecentes. Foram apreendidos tablets, aparelhos celulares, notebooks e diversos documentos de compra e venda patrimonial.

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