Terça-feira, 22 de Junho de 2021

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Cláudio Humberto Só no Brasil urna eletrônica não tem voto impresso

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Bolsonaro alega, sem provas, que as eleições de 2014 e 2018 foram fraudadas. (Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)

O Brasil já perdeu há muito tempo o direito ao ufanismo pela criação da urna eletrônica, em 1996. Além de usar equipamentos anacrônicos, de 1ª geração, o Brasil é o único País do mundo a não adotar o voto impresso, entre os que têm sistema eletrônico de votação. Hoje, três dezenas de países adotaram diversas versões de urna eletrônica, todas com voto impresso. Enquanto isso, a urna brasileira perde espaço. O Equador, que a utilizou em 2004, optou pelas urnas de segunda e terceira gerações.

Evolução necessária
Já há 13 anos, 39 estados dos EUA, 3 do México e várias províncias do Canadá passaram a exigir voto impresso em urnas eletrônicas.

Proibição no Paraguai
Até o Paraguai desconfia na urna eletrônica brasileira: após testá-la entre 2003 e 2006, proibiu sua utilização desde 2008.

Direito do eleitor
Em 2009, a Alemanha proibiu urna eletrônica sem voto impresso para garantir ao eleitor o direito de conferir o destino do seu voto.

Impresso e digital
Em 2011, a Argentina iniciou a implantação de equipamentos eletrônicos de 3ª geração, com registros simultâneos de voto impresso e digital.

Brasil ultrapassa 57 milhões de vacinas aplicadas
O Brasil superou nesta sexta a marca de 57 milhões de vacinas contra a covid aplicadas na população em 118 dias de campanha e se consolida como quarto país que mais vacinou no planeta, atrás de China, Estados Unidos e Índia. Foram aplicadas 38,2 milhões de primeiras doses, 18,2% da população, e cerca de 19 milhões de pessoas, 9% da população, que receberam a segunda dose e são consideradas imunizadas contra covid.

Difícil comparar
Rico, influente e grande produtor de vacinas, os EUA haviam imunizado, aplicado duas doses, 22,5% após 118 dias de vacinação. Nós temos 9%.

À frente do mundo
Com 18,2% dos habitantes recebendo ao menos uma dose, o Brasil está vacinando mais que o dobro da média mundial, atualmente em 8,8%.

Vacina Brasil
A média diária de doses aplicadas foi de 138,9 mil em janeiro, 227,9 mil em fevereiro, 463,6 mil em março e 822,1 mil doses diárias em abril.

Fim da aventura
O conversador Luciano Huck, que não consegue se decidir nem por um partido, deve desistir da aventura presidencial após renovar com a Globo. Melhor arruinar apenas a tarde dos seus telespectadores.

‘Elogios’ ao relator
Durante sua live, quinta à noite, Bolsonaro aconselhou o relator da CPI cuidar dos eleitores de Alagoas. “Por onde andei em Maceió só ouvi ‘elogios’ ao relator”, disse ele, irônico.

Massacre
Completa 47 anos neste sábado o Massacre do liceu de Maalot, quando membros da Frente Democrática da Libertação da Palestina invadiram uma escola israelense e assassinaram 31 pessoas, sendo 22 crianças.

Vira casaca
O deputado estadual baiano Sandro Régis (DEM) disse que Rodrigo Maia “é um político que se elege sempre na rabeira”. Sugeriu que ele se filie ao PT uma vez para fazer campanha do Jaques Wagner na Bahia.

Curados importam
Já são mais de 14 milhões de brasileiros que contraíram o coronavírus e se curaram da doença, desde o início da pandemia. O número equivale a 10% de todos os curados em todo o mundo (140 milhões).

Aumento barrado
O plenário do Senado aprovou por 58 x 6 votos o projeto do senador Lasier Martins (Podemos-RS) que barra o reajuste anual dos remédios em 2021, durante a emergência de saúde gerada pela pandemia.

Doses disponíveis
Após a crise da falta de oxigênio da rede de saúde, o Amazonas é o estado da federação brasileira que já tem o maior número de vacinas proporcional a sua população: 24,2%.

Prioridades garantidas
Segundo o calendário do Ministério da Saúde, na próxima semana, todas as 77 milhões de doses destinadas aos grupos prioritários do plano de imunização já estarão nas mãos dos governos estaduais para aplicação.

Pensando bem…
… na CPI, parece que todo mundo tem culpa, menos o vírus.

PODER SEM PUDOR

Doutor sem diploma
No final dos anos 1950, Magalhães Pinto (UDN) e Tancredo Neves (PSD) tentavam viabilizar suas candidaturas ao governo de Minas Gerais. Certa vez, Magalhães ironizou o adversário: “Tancredo? Francamente, não sei se daria um bom governador. Dizem até que é bom advogado. Mas nunca soube de uma causa que ele ganhou…” Informado da provocação, Tancredo devolveu: “Engraçado, dizem também ser o Magalhães um grande advogado. Mas nunca encontrei um colega de turma dele…” E Magalhães ganhou, então, a alcunha de “Doutor sem diploma”.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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