Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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Projeto RS Sustentável “A gente tem que construir ações financeiras adequadas a cada setor da economia” diz Luiz Corrêa Noronha, vice-presidente do BRDE

O Vice-presidente do BRDE foi um dos painelistas do Fórum Desenvolvimento Econômico – Oportunidades e Financiamentos

Foto: Jorge Perassi

O vice-presidente do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, também foi painelista do Fórum Desenvolvimento Econômico – Oportunidades e Financiamentos, reiterando, ao abrir sua explanação, a função dos bancos de desenvolvimento, aptos a ofertar crédito a longo prazo e taxas confortáveis. “Os bancos de fomento vieram para trabalhar setores com reais dificuldades de apetite do setor privado, principalmente para atender demandas de quem precisa mais prazo e taxas melhores”. Reforçando seu ponto de vista, Noronha questiona: qual o apetite do banco comercial para oferecer dinheiro? “O de desenvolvimento entra nas questões sustentáveis, inclusão financeira, projetos de longo prazo”.

A seguir ele acrescentou um rápido histórico do BRDE, que surgiu em 1961 para atender anseios dos governadores dos três Estados do Sul, na época, contrariados com a centralização do Sudeste. Hoje, o BRDE conta com 35 mil clientes, com 458 colaboradores no RS, SC e PR.
Para não depender unicamente dos repasses do BNDES, o BRDE começou um plano de expansão calcado em processos de multiplicação, ou seja, captando recursos internacionalmente, chegando em 2019 a 63% de sua carteira. Tecnologia e inovação são as áreas em expansão, onde se encontram os maiores investidores. A chamada PCS (Produção e Consumo Sustentável) é uma das linhas mais demandadas, segundo Noronha, tendo sido criada em 2015. “Esta linha evolui com resultados excepcionais, representando 20% da carteira”. Noronha destaca que apenas no segmento inovação, o crescimento foi de 24%. Há poucos dias, o BRDE lançou o Programa Promove Sul, com recursos próprios de 900 milhões de reais , aportando 300 milhões em cada um dos Estados do Sul para praticamente qualquer investimento, exceto do setor público.

“Para nós do BRDE, o principal desafio não é só a questão financeira. Os bancos internacionais estão loucos para investir no Brasil. O problema não é esse. O problema é achar o instrumento correto para o financiamento. A gente tem que construir ações financeiras adequadas a cada setor da economia. A pequena e média empresa gaúcha tomaria dinheiro em dólar hoje? Correria o risco cambial? Este é o grande desafio deste tema”, finaliza o vice-presidente.

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