Sábado, 15 de Maio de 2021

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Cláudio Humberto Pandemia, e não CPI, definirá sorte de Bolsonaro

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Estatal esperar obter licenciamento ambiental no início do próximo ano. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A reação ameaçadora do presidente Jair Bolsonaro à CPI da Pandemia revela sua preocupação de que as investigações resultem em pedidos de impeachment. Mas ele deveria saber, até por experiência de quase trinta anos no parlamento, que não será a CPI e sim a pandemia que selará seu futuro. “Se demorar ou se fracassar”, avalia o cientista político Paulo Kramer, “o Senado apertará o torniquete”. A menos que conduza o País à sensação de que o pior já passou, com retomada da economia.

Bolsonaro no seguro
Apesar da “pancadaria”, Bolsonaro não corre o risco de impeachment enquanto for o único político aclamado quando sai às ruas.

Sem povo, nada feito
Para se transformar em “CPI do fim do mundo”, a comissão do Senado terá combinar com as ruas. Sem povo na rua não haverá impeachment.

Sangrando até 2022
Analistas políticos indicam que à oposição interessa deixar o presidente “sangrando” para inviabilizar sua reeleição na campanha de 2022.

Final conhecido
Na roubalheira do mensalão, a oposição tentou fazer o mesmo, em lugar de cassação, mas Lula não apenas parou de “sangrar” como foi reeleito.

Brasil já aplicou em abril 12 milhões de doses
O feriadão da Páscoa não atrapalhou o ritmo de vacinação contra covid no Brasil, que continua acelerando e superou as 12 milhões de doses aplicadas em abril. Para ilustrar o sucesso da campanha brasileira de vacinação, o Reino Unido, tido como exemplo, aplicou cerca de seis milhões de doses no mesmo período e o máximo em um mês inteiro foi de 14,3 milhões, marca que o Brasil ultrapassará antes do fim da semana

Ritmo dobrou
Foram necessários 16 dias em abril para chegas às 12 milhões de doses, quase metade dos 29 dias para aplicar a mesma quantidade em março.

Estamos melhor
Há duas semanas, a média de vacinas aplicadas no Brasil é mais que o dobro do Reino Unido e vamos ultrapassá-los no total de doses este mês

Logo ali
O Brasil já se aproxima da marca de 35 milhões de doses e a expectativa é que abril termine com algo entre 45 e 50 milhões de vacinas aplicadas.

Sentimento de perda
O senador Omar Aziz (PSD-AM), que presidirá a CPI da Pandemia, perdeu um irmão para a covid há quarenta dias. Mas ele garante que o sentimento de perda não afetará o seu trabalho na comissão.

Pesos políticos
No mesmo dia em que se recusou a mandar o Senado tocar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, a “casa política” chamada STF cobrou do presidente da Câmara explicações sobre pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro ainda não examinados.

É interferência?
Após a mudança do presidente, a Petrobras escolheu nesta semana quatro novos diretores, todos funcionários de carreira da própria estatal. Incluindo críticos da política da empresa durante a era PT.

Vai render
Em tempos de isolamento, o grupo “Acorda Senado” usou celulares para pressionar o Congresso a analisar PEC do senador Marcos Rogério que permite ao Legislativo sustar atos que fujam à competência do Judiciário.

Mortes e curados
O mundo superou ontem a triste marca de 3 milhões de vítimas da covid-19. No mesmo dia, no entanto, também foi superada a marca de 119 milhões de pessoas que se recuperaram, após contrair a doença.

Censura seletiva
Ação coordenada – e sem explicação – entre Facebook e Twitter, bloqueou usuários, em todo o mundo, de compartilhar notícias sobre a compra de propriedades imóveis, incluindo mansão de R$ 8,2 milhões, da fundadora do movimento Vidas Negras Importam (BLM, em inglês).

Nada como a isenção
Nos EUA, o Twitter removeu o perfil de um jornalista que denunciou, com vídeos, um diretor da CNN admitindo que o canal beneficiou Joe Biden na eleição presidencial e tinha a missão de derrubar Donald Trump.

Olha o perigo
Projeto do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) condiciona o acesso a condomínios residenciais e não residenciais ao síndico ou administrador. Ou seja, o direito do morador ficaria subjugado ao poder do síndico.

Pensando bem…
… no famoso “país dos corruptos”, até que a Lava Jato sobreviveu por muito tempo.

PODER SEM PUDOR

De olho cargo
O jornalista mineiro Olavo Drummond, que foi deputado estadual, procurador da República, ministro do Tribunal de Contas da União, secretário de Juscelino Kubitschek etc, encerrou a carreira política em 1997 como prefeito de Araxá, terra natal. Era tucano e o vice era do PT. Um dia pegou uma gripe danada que o deixou de cama e se licenciou para se recuperar. Foi quando a mulher do vice foi flagrada em um mercadinho conversando com uma amiga que quis saber como estava a saúde do prefeito. “Fiquei sabendo – disse ela – que o dr. Olavo teve uma piorazinha boa”.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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