Domingo, 31 de agosto de 2025
Por Redação O Sul | 30 de agosto de 2025
A Apple está a poucos dias de seu evento anual de lançamento de produtos, marcado para o dia 9 de setembro, quando se espera, para além da revelação do novo iPhone 17, que a empresa dê o pontapé inicial numa grande reformulação do seu design que vai perdurar pelos próximos anos.
Pegue um iPhone de hoje e compare com um de cinco anos atrás. As bordas parecem um pouco diferentes, as cores foram ajustadas e o “calombo” da câmera ficou maior. Mas o visual, em geral, é quase idêntico ao de meia década atrás.
Não dá para negar que o ritmo de inovação no design do iPhone caiu drasticamente nos últimos anos. Claro, os chips e sensores de câmera estão melhores, e a interface do iOS foi reformulada. Mas a aparência do aparelho em si – aquela que já levou pessoas a fazer fila para comprar o modelo mais recente – perdeu o fator “uau”.
Hoje, consumidores trocam de iPhone principalmente porque a tela quebrou, a bateria já não dura tanto assim ou querem fotos e vídeos melhores. Ou, simplesmente, porque estão presos ao ecossistema da Apple e atualizam por hábito. Mas não porque o iPhone atual parece ultrapassado.
Isso está prestes a mudar. Pela primeira vez, a Apple planeja três anos seguidos de grandes redesigns do iPhone. Depois de adotar uma estratégia mais cautelosa nos últimos anos, a empresa quer revigorar seu carro-chefe – mesmo enquanto outros players da indústria migram para produtos mais centrados em inteligência artificial (IA).
iPhone Air
Tudo isso vai começar no próximo dia 9 de setembro com o iPhone Air – um novo modelo fino que substituirá o iPhone 16 Plus. Ele segue a estratégia do MacBook Air lançada em 2008: mais fino, mais leve e de apelo imediato no mercado.
Como no caso dos computadores Air ao longo dos anos, o consumidor precisará abrir mão de alguns atributos em troca do design mais fininho. A bateria não terá grande autonomia, haverá apenas uma câmera traseira e não haverá espaço para chip físico de operadora. O iPhone Air também será o primeiro a usar o modem próprio da Apple – em vez dos chips mais poderosos da Qualcomm Inc.
Junto com o iPhone Air, virão os iPhone 17, 17 Pro e 17 Pro Max. Eles parecerão familiares – basicamente um iPhone 16 com uma “nova vestimenta”. Os modelos Pro terão sistema de câmera reformulado e novo design traseiro. As cores também mudam: os Pro ganharão uma opção laranja e o Air virá em azul-claro. Mas não espere transformações chamativas.
O convite enviado aos privilegiados que estarão no evento do dia 9 já indicam isso: a ilustração da maçã veio em azul e laranja, com a mensagem: “Queixos vão cair”.
Apesar de atualizações modestas e aumento de preços por causa das tarifas da guerra comercial de Donald Trump, os Pro continuam sendo a aposta mais segura para consumidores. Ainda assim, a Apple merece crédito por tentar algo inédito com o Air, que servirá de base para inovações futuras.
iPhone dobrável
Mas a verdadeira guinada chega em 2026: o primeiro iPhone dobrável, codinome V68. Ele lembra os modelos da Samsung em estilo “livro”, que se abrem virando um pequeno tablet. Terá quatro câmeras (uma frontal, uma interna e duas traseiras), sem entrada para SIM físico e com Touch ID em vez de Face ID – um retorno curioso ao passado.
Fornecedores da Apple já trabalham no modelo e devem aumentar a produção no início de 2026, visando lançamento no outono do Hemisfério Norte (primavera no Brasil). A empresa testará apenas variações em preto e branco, e o aparelho contará com o modem C2, o primeiro da Apple com desempenho próximo ao da Qualcomm.
Mudanças recentes no design incluem adoção da tecnologia in-cell touch, que reduz o vinco da tela dobrada e melhora a precisão do toque.
iPhone 20
Para celebrar os 20 anos do iPhone, a Apple planeja lançar em 2027 o iPhone 20, com vidro curvo em toda a volta – rompendo de vez com o design quadrado em vigor desde 2020. Ele deverá se alinhar com a nova interface baseada em liquid glass (vidro líquido, numa tradução literal, um novo material mais flexível) que chegará já no próximo mês.
Em resumo: 2025 não será revolucionário, mas pavimentará o caminho para as grandes mudanças de 2026 e 2027. (Com informações da agência Bloomberg)